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A segunda vida de Robson
Tudo começou com uma simples criação de arte para impressão, há 11 anos. Desde lá, Robson Berlatto Oliveira, 28 anos, designer gráfico autodidata e diagramador de um jornal em Bento Gonçalves, não parou mais de trabalhar.
RobsonB, como é conhecido na internet, faz arte voltada para a área fotográfica desde 2003, dentre elas, canecas personalizadas. “Esses itens são chamados foto-produtos e são bem recentes. Somente começaram a surgir em 2009. Além das canecas, também há relógios de parede e de mesa, calendários, minibanners, pratos e mousepads”, lembra.
O site dele foi criado em 2004, mas a jornada não foi tão fácil quanto parece. “Somente a partir deste ano meu trabalho tomou mais forma e comecei a assinar como RobsonB. Até então, eu trabalhava mais para meu pai e para terceiros”, diz. Os serviços vão sofrendo alterações conforme o tempo e surgem novas opções para disponibilizar.
O mais curioso é que RobsonB aprendeu quase tudo “sozinho”. O designer recorda que não fez cursos porque não tinha dinheiro, então começou observando e tentando repetir o que julgava interessante. “Depois criei meus próprios efeitos e geri minha própria arte”.
O site já foi seu trabalho principal, mas hoje é o secundário. RobsonB acredita que poderia estar melhor estabelecido, porém, falta infraestrutura, por isso ele encara como uma segunda jornada. Para entrar em contato, envie um email para robsonb@robsonb.com.br. Também vale seguir ele no Twitter!
Os mais procurados
RobsonB conta que o produto que mais vende são folders em offset. “Tenho os foto-produtos como um extra e faço mais por prazer. É aquela coisa da gota d’água, hoje fazer uma caneca é muito mais trabalhoso que rentável, mas um cliente faz uma caneca e é exposto aos meus outros produtos”, conclui.
O período de mais movimento é o fim de ano. No último trimestre acumula todo tipo de pedido, como presentes personalizados e serviços de offset para lojas para web. “Rende financeiramente, mas é bastante desgastante e tem um custo alto para fazer os pedidos andarem”, resume.
Ele também admite que há pressão e responsabilidade. “Sou casado e tenho que manter minha casa e contas, então abrir mão desse trabalho como principal e optar por um fixo é mais seguro”.
Texto: Isadora Guerra
Fotos: Arquivo pessoal
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